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O que mudava no país se o PCP fosse governo

Não era grande coisa. Pelo menos para um partido que se diz comunista.

Nacionalizações e fim dos benefícios fiscais ao grande capital. Saída da Nato, mas também a aproximação à China, a manutenção na UE e o Euro seria um caso a ver.

Avante Portugal. O que mudava no país se os comunistas fossem governo

Uns inexplicáveis 3,57

A confiança dos portugueses nos políticos voltou a baixar em 2009 segundo um estudo de opinião da Eurofound, a agência da União Europeia para a melhoria das condições de vida e do trabalho.

Numa escala de um a dez, na confiança nos políticos, Portugal fica-se por 3,57, quando em 2007 estava nos 4,29. No que respeita à confiança no Governo, Portugal pontua 3,79, muito abaixo dos 4,28 de 2007.

Também gostava de saber quantos entre os que não confiam nos políticos passariam a confiar se estivessem lá outros, talvez provenientes da sociedade civil como Fernando Nobre, e quantos já perceberam que 1. o problema está antes de mais no cargo e não no cú que o ocupa, 2. os políticos têm uma margem de manobra muito reduzida, 3. não vai haver ninguém da sociedade civil no poder nem o estado das coisas vai mudar a menos que aconteça alguma coisa em grande para que isso aconteça e que vai obrigar muita gente a largar o sofá enquanto manda umas bocas sobre a frouxidão “do povo português”.

Centro de detenção de imigrantes Pagani, em Lesbos, Grécia

O crime destas pessoas é serem imigrantes. Alguns foram feitos prisioneiros há mais de 100 dias, outros, incluindo menores, recorrem à greve de fome. 800 a 1000 almas num espaço de 280, entre crianças e doentes. Os debates que faltam são, hoje PSD-PCP na  TVI, amanhã CDS-PSD na RTP, Sexta BE-CDS na RTP e finalmente no Sábado PSD-PS na SIC. Bom tele-visionamento.

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Noborder Camp Lesvos 2009

Movimento para a Democracia Directa

No próximo Sábado vai ser fundado em Alcobaça um novo movimento de insastifeitos com o estado da democracia. O apelo parte do conhecido blog Do Portugal Profundo e vem devidamente acompanhado de uma declaração de princípios. O nome é sonante e auto-explicativo: “Movimento para a Democracia Directa – DD”. Democracia directa, uma forma de democracia em que as decisões são tomadas directamente pelas pessoas em vez de por representantes previamente eleitos. Ou não será bem assim? Na verdade o que o movimento pretende é introduzir alguns mecanismos de democracia directa na democracia representativa. Democracia directa dentro dos partidos, por exemplo.

Não é plausível que se fossem implementadas as medidas propostas mudasse realmente alguma coisa no que respeita a políticas e corrupção no Estado. Há também uma ingenuidade flagrante em pontos chave do discurso “para promover a reforma da democracia representativa e recuperar o poder do povo, usurpado por representantes iníquos.” Como se o parco conjunto de propostas apresentado permitisse ao povo recuperar o poder de que obviamente está alheado. Poder que aliás nunca teve, por isso não pode ser REcuperável. E como se os representantes deixassem de ser iníquos com a introdução de algumas reformas na democracia representativa.

O que ainda é positivo nesta proposta é a constatação do distanciamento das populações da classe política. Nunca é demais reafirmá-lo. E que este movimento possa contribuir para pôr as pessoas a falar sobre democracia directa. Talvez possam ir mais além dos exemplos das experiências suiça e californiana e realmente questionem a representatividade como o “fim da história” em termos políticos.

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