Category Archives: polícia

Se um agente te bater à porta

When they kick out your front door
How you gonna come?
With your hands on your head
Or on the trigger of your gun

When the law break in
How you gonna go?
Shot down on the pavement
Or waiting in death row

The Clash

“Se um agente te bater à porta” é um manual de auto-defesa contra as forças repressivas do estado, mas infelizmente é primariamente dirigido à realidade norte-americana. Ainda assim, há muito em comum. Desde logo as ferramentas tecnológicas, desde telemóveis, ao email, passando pela simples navegação web, padecem de vulnerabilidades comuns tanto aqui como nos EUA. O simples facto de se assinar uma petição online pode colocar-nos na lista negra das polícias internacionalmente, e levar-nos a ser barrados em aeroportos, por exemplo. É necessário ter alguns cuidados para minimizar os riscos. Uma questão que é preciso ter sempre em mente é que a polícia não respeita a lei. A lei é uma ferramenta como é a arma de fogo, pronta a ser usada se for útil ou descartada se não.

A evitar é o perigo de ceder à paranóia da vigilância ou o medo da infiltração, que levam à inacção e ao enfraquecer dos laços entre activistas por causa da desconfiança. Deve-se, pelo contrário, cultivar de forma transparente o que o CrimethInc. chama de cultura de segurança.

E qual é o recado, podemos saber?

«O comandante da Unidade Especial de Polícia da PSP prevê que cimeira da Nato seja complicada em termos de segurança. Os elementos da PSP estão a receber formação extra para dar conta do recado nos dias em que vai estar em Lisboa, entre outros, o presidente dos Estados Unidos.»

A não perder o vídeo desta “acção de formação” no site da RTP. Gostei em especial do martelão com o penacho inca.

Estes tipos não se cansam de nos surpreender.

Obrigado José Manuel Anes pela distinção

José Manuel Anes, presidente do Observatório para a Segurança, a Criminalidade Organizada e Terrorismo, uma espécie de Valentina Marcelino institucional, disse algumas palavras ao microfone da Antena 1 que merecem registo. Disse que enquanto os protestos forem controlados pelas centrais sindicais não haverão problemas. Certo, sabemos disso. A função das centrais sindicais não é criar problemas, provocar transformações sociais ou abalar o statu quo. As centrais sindicais lutam pelas pequenas conquistas para os trabalhadores, que são importantes para eles no imediato, mas que contribuem para que a sua situação geral não se altere. São uma barreira a que a luta endureça de forma a trazer mudanças que se vejam.

A outra coisa que o observador Anes faz é nomear os possíveis focos de problemas. Também não são os grandes partidos de esquerda, esses o presidente do Observatório (deve ganhar bem, não?) não comenta, mas supõe-se que protestos controlados pelo PC e pelo Bloco sejam tão bem comportados como os das centrais sindicais. Desta vez não é sequer a Al-Qaeda, organização de alcance mundial com capacidade para causar bastantes estragos. Quem José Manuel Anes teme verdadeiramente são os anarquistas e os gangues de bairros. Com tão grandes e importantes concorrentes para serem os ódios de estimação do sr. presidente do Observatório, só nos resta agradecer a distinção da parte que nos toca e zelar para que esteja tudo a correr bem com o avolumado investimento que as autoridades estão a fazer para nos receber na cimeira da NATO de Novembro. Até lá, abraços e continuação de bom trabalho.

PS. O observador Anes deverá registar no seu caderninho de apontamentos que não existe isso de anarquistas de direita, da mesma forma que não existem presidentes de Observatórios para a Segurança e etc. de esquerda.

via Lugar de Partilha

GNR tem blindados idênticos aos que a PSP quer

Já durante a tarde, acabaria por ser a APG [Associação dos Profissionais da Guarda], ainda em comunicado, quem se insurgia contra o negócio, afirmando que o mesmo corresponde a uma duplicação de meios, uma vez que a GNR já possui viaturas idênticas. “Decisões deste tipo, bastante onerosas para os contribuintes, demonstram que a tutela tem as suas prioridades algo desfasadas daquilo que são as carências das forças de segurança”

Disputa entre PSP e Al-Qaeda pelas ruas do Parque das Nações

O Ministério da Administração Interna (MAI) autorizou um reforço extraordinário do orçamento da PSP, no valor de cerca de cinco milhões de euros, para a aquisição de vário equipamento e material de ordem pública que vai ser usado na segurança da Cimeira da NATO, a 19 e 20 de Novembro. Pela pena delicodoce da reputada jornalista Valentina Marcelino.

5 milhões de euros gastos sem concurso público por ser “material crítico, de segurança”. Não foi dada a justificação da urgência porque afinal de contas a cimeira da NATO já está marcada há bastante tempo e esse argumento não seria aceite. Qual é então esse material crítico para garantir a segurança no Parque das Nações?

  • seis veículos antimotim, blindados, norte-americanos, iguais aos usados no Iraque, que servem para transportar e distribuir as equipas de intervenção para as chamadas “zonas quentes” de alteração de ordem pública.
  • material de segurança mais sensível (de informação e contra-informação, bloqueio de telemóveis, etc.)
  • escudos, viseiras, capacetes, gás-pimenta, gás lacrimogéneo, barreiras de protecção, estruturas móveis para montar check points de controlo de acessos.

E são estes equipamentos usados para garantir a segurança contra uma grande ameaça, a saber:

  • Al-Qaeda, que costuma andar em grandes grupos pela cidade de Lisboa ameaçando a ordem pública e que para isso usam telemóveis para marcar estes ajuntamentos de terroristas. Verificar a veracidade disto no DN, Ameaça da Al-Qaeda aproxima-se de Portugal.

Ah! Já me esquecia. Também dizem qualquer coisinha de uns grupos radicais cujos membros se vestem de negro, incluindo o rosto. Mas, sem confusões. Os 5 milhões são por causa da Al-Qaeda.

A Quebec Provincial Police, Canadá, a deter uns perigosíssimos manifestantes nos protestos durante a Cimeira dos Líderes Americanos em Montebello, 2007. Afinal os detidos eram agentes provocadores da polícia como se pode ver pelas botas iguais às da polícia. A evidência foi tão forte que a polícia se viu obrigada a admitir a acção.

Relatório anual sobre terrorismo e dito popular apropriado à ocasião

Segundo a Europol no seu relatório anual sobre terrorismo, os ataques de extrema-esquerda e de anarquistas aumentaram 43% em 2009 quando comparado com 2008, e mais do que duplicaram quando comparados com 2007. Os países com mais actividade são a Grécia, a Espanha e a Itália onde foram registados 40 desses ataques. Fonte

Os relatórios anuais sobre terrorismo são como os buracos do cú dos agentes da Europol. Cada um tem o seu!

Diferença de tratamentos

– Motim por causa do Hóquei, 16 carros da polícia destruídos/queimados, 16 detenções (na cena do crime)

– Protestos contra o G20, 4 carros queimados, mais de 900 detenções (no dia seguinte, num evento diferente)

Conclusão: no próximo protesto usa uma camisa de hóquei

do Molly

Como é que no futuro se vai dizer a um polícia para reprimir alguém que protesta pelos motivos que levam os próprios polícias a sentirem-se revoltados e injustiçados?

Duas semanas antes da manifestação de 29 de Maio, os dirigentes sindicais da polícia e da GNR (Sinapol, SPP e ASPP) vieram a público protestar contra as limitações impostas pelo governo aos ingressos de novos efectivos, às aposentações, às progressões nas carreiras, aos aumentos de vencimentos, etc, ditadas pelo apertão de cinto acertado entre PS e PSD. Argumentaram que destes bloqueios poderiam resultar “sérios problemas” no domínio da “segurança”. Dizendo que há “revolta na PSP”, o dirigente da ASPP Paulo Rodrigues lançou mesmo um trunfo mortífero: “Como é que no futuro se vai dizer a um polícia para reprimir alguém que protesta pelos motivos que levam os próprios polícias a sentirem-se revoltados e injustiçados?” (Público, 15 de Maio).

Resposta dada no jornal Mudar de Vida por Urbano de Campos:

«As acutilantes palavras de Paulo Rodrigues permitem-nos compreender três coisas. Uma, o digno dirigente sindical antevê, “no futuro”, que os trabalhadores que protestem por se sentirem ”revoltados e injustiçados” possam ser reprimidos por isso mesmo. Duas, o senhor Paulo Rodrigues vê nesses protestos um “problema de segurança”. Três, contra isso, o dirigente da ASPP quer uma polícia apta a cumprir o seu “trabalho” – isto é, reprimir – e para isso a polícia não pode ser posta nas condições em que estão os trabalhadores, os pensionistas, os desempregados, os pobres. Cristalino.»

Venham mais e mais radicais formas de luta

Estiveram 300.000 pessoas na manifestação convocada pela CGTP, que seguiram o roteiro previsto para o protesto e estiveram com o seu modelo de organização e de luta. Demasiada gente e tão pouca agitação. Com um número tão elevado de manifestantes, a confederação sindical tinha obrigação de, no mínimo, já ter marcado uma greve geral, que no país vizinho está já agendada para 2 de Junho. Como organização de massas que existe para combater a exploração e os abusos de governo e patronato (dizer isto e pensar no papel da UGT e dos seus sindicalizados deixa qualquer um perplexo), já devia ter feito mais e mais cedo, dado que as medidas de austeridade vão já em estado avançado de aceitação social. O Carvalho da Silva bem pode prometer “todas as formas de luta”, mas o roteiro está traçado e não contempla a confrontação necessária para os tempos que vivemos.

A presença na manifestação por parte de sectores mais radicais foi, infelizmente, mais uma vez sem relevância. Precisamos desesperadamente de mudar o rumo a esta situação. Aumentar os nossos números, confluir numa estratégia a utilizar, aparecer com vitalidade e uma mensagem clara de forma a conseguirmos influenciar numa direcção libertária as lutas sociais. Neste momento estamos relegados para uma marginalidade em que só existimos como “extremistas” e rapazolas violentos, o que na amálgama de aparências e ilusões em que foi transformado o real pela super-máquina de propaganda/publicidade/entretenimento dos meios de comunicação de massas, significa que de facto não temos outra existência para além dessa. Geralmente a verdade sobre os “extremistas” acaba por aparecer, aqui no Indymedia ou aqui no jornal Sol, e ficamos a saber quem provocou quem, quem atacou quem e com que proporcionalidade, mas não chega para alterar a impressão que fica.

portugueses-querem-que-policia-recorra-mais-à-força

Não faz parte da farda, mas é um ingrediente que os portugueses gostariam de juntar à figura do polícia: força. Um estudo sobre a imagem que a população tem da PSP e das suas condições de trabalho revela ser maioritário o grupo defensor de que os polícias deviam usar mais a força. A pouca severidade com os infractores é, por outro lado, apontada como primeira causa da criminalidade.

Segundo este estudo noticiado ontem no jornal i os portugueses querem uma polícia mais violenta e agressiva do que a que temos, mas isto dito assim não diz praticamente nada. Estamos a falar das opiniões reais das pessoas ou falamos dos resultados das campanhas mediáticas sobre imaginárias ondas de criminalidade? É que quem faz essas campanhas, como a do mítico arrastão na praia de Carcavelos, tem os motivos e os recursos necessários para conseguir facilmente manipular a opinião pública em favor de medidas securitárias.

A parcela cripto-fascista da sociedade está receptiva ao autoritarismo, à brutalidade e à austeridade. Essas pessoas julgam com isso obter segurança, embora a única coisa que abdicar da liberdade pode trazer é menos segurança. Sobre estes não há muito a dizer. Mas a impressão que tenho é que em geral o resto da população, que é a grande maioria, desconfia muito da polícia e das suas manobras para impôr a ordem. Opinião que varia conforme a incidência das tais campanhas mediáticas de sensibilização para o medo, é certo, mas que não retira validade à premissa inicial de que as pessoas acham que a polícia é um corpo hostil à sociedade e adversário dos seus interesses. Quando muito o estudo teria que levar a existência dessas campanhas em conta.

O jornalista Miguel Pacheco põe o dedo na ferida num outro artigo no mesmo jornal i:

Em todos os observatórios de segurança feitos em Portugal, há três perguntas essenciais: 1) Sente-se inseguro? 2) Foi roubado nos últimos seis meses ou ameaçado? 3) Conhece alguém próximo, família ou amigos, que tinha sido? As conclusões são sempre as mesmas: 1) Sim, sinto-me inseguro; 2) Não, não fui roubado nem ameaçado; 3) Não conheço ninguém próximo que tenha sido.

Porque se sente inseguro? Não sei, mas sinto-me. É deste sentimento falso de insegurança que parte outra pergunta: a polícia deve recorrer mais à força para assustar os criminosos? A maioria dos portugueses acredita que sim, segundo a amostra descrita no estudo que o i revela hoje. Para seis em cada dez pessoas, a polícia devia dar mais porrada, ser mais bruta.

Mas não creio que a manipulação mediática seja suficiente para explicar estes “6 em 10”. Há processos mentais muito enraizados transmitidos massivamente pela cultura dominante que não permitem ver o “outro” como um igual e que transformam as relações humanas numa guerra permanente e sem descanso para poder ver esse “outro”, quem quer que ele seja, de cima, ou pelo menos não o ver de baixo. É assim que imaginar a polícia a desancar desgraçados se torna numa imagem menos má e transmite pelo menos esse conforto psicológico de estarmos acima de alguém na escala social. Seja um imigrante desamparado, um pilha-galinhas, um manifestante, um cigano, um miúdo negro que leva um tiro na cabeça numa execução a sangue frio num beco escuro, o que interessa é ver alguém pagar. E, sobretudo, interessa muito mais do que essas histórias de encantar sobre a “Lei e a Ordem” de que os livros e as teorias das elites estão recheados e que servem de mote à actuação dos homens de azul.

“O criado arrebatou ao amo seu chicote e se fustigou com ele para assim poder ser amo”. Kafka

74,7% dos inquiridos eram pessoas com formação ou frequência do ensino superior. A instrução e a cultura em definitivo não dizem nada sobre o que uma pessoa sabe sobre a vida em sociedade, ao contrário de uma ideia muito comum de a cultura e o conhecimento serem o remédio para a violência, a discriminação e até para a guerra. Escravos instruídos com desejos de serem amos são apenas e só escravos mais patéticos que os outros. As oportunidades que tiveram não as souberam aproveitar.

“Sabes como se faz descarrilar um comboio?”

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Crónica de Georges, militante da Confederação Nacional do Trabalho francesa (anarco-sindicalista), publicada no Tertúlia Liberdade

“Bem, vou começar esta crónica com uma anedota. Não sei se ouviram falar disto em Portugal, mas aqui em França falou-se um pouco. Mas um pouco, pouco. Não minto. Então é assim. Um carpinteiro teve problemas com o seu telemóvel. Enquanto o aparelho esteve em reparação a companhia Bouygues emprestou-lhe outro. Um amigo enviou-lhe um SMS aonde escreveu:” Sabes como se faz descarrilar um comboio?”.Não se sabe a razão do SMS. Se calhar o amigo tinha chegado atrasado à estação ou outra coisa qualquer. O telemóvel foi depois emprestado a um empregado da SNCF, os caminhos-de-ferro franceses. Esse leu o SMS que não tinha sido apagado e fez uma denúncia à polícia.

O pobre carpinteiro foi apanhado de manhã em casa, que foi devassada ficando muitos dos seus móveis partidos, e conduzido à esquadra de polícia onde permaneceu por 23 horas detido. A mesma coisa aconteceu ao amigo que tinha enviado o SMS. Mas este calhou com “comissário” de polícia mais inteligente e ficou menos tempo na cadeia. Depois de verem que isso tudo não passava de uma parvoíce libertaram-nos.

Pensam vocês que a policia pediu desculpa ou coisa parecida. Nem sonhar. Isso é só nas telenovelas. O “comissário” disse-lhe:”A próxima vez que um comboio descarrilar vamos ter contigo outra vez”. Podia ser uma anedota. Mas é a realidade da situação em França. Faz pensar ao romance de Kundera “A Brincadeira”. Não sei se os comboios vão descarrilar, mas muitas coisas estão a descarrilar aqui em França.

Mas a crise não tem só aspectos negativos. Uma nova forma de luta é o “sequestro de patrões”. Fala-se muito disso nos meios de comunicação social. Enfim: ” sequestro” é uma palavra um pouco desproporcionada. Os trabalhadores impedem aos patrões de sair da empresa enquanto estes não assinam uma convenção que dá mais dinheiro aos empregados despedidos. Um pouco de salário a mais nunca é mau. Mas isto não resolve os problemas de fundo. Mas mesmo isto já está a meter medo às centrais sindicais oficiais. A CGT já pediu aos operários para terem cuidado com “os provocadores”. Nunca se sabe se depois de deterem os patrões não lhes vem a ideia como em Guadalupe de começarem a “sequestrar ” as fábricas e porem-nas a trabalhar sem patrão.

No último 1º de Maio houve muito menos pessoas na rua do a 19 de Março que foi dia de greve. E mesmo assim já não se viam tantas pessoas a desfilarem desde há anos. Se agora o povo prefere fazer greve em vez de desfilar nos dias feriados as coisas estão a ir no bom sentido. O que explica a necessidade de meter medo aos carpinteiros.”

mescalero

Ainda o ataque cardíaco no G20

BBC: Uma segunda autópsia a Ian Tomlinson veio confirmar que ele morreu de uma hemorragia abdominal e não de ataque cardíaco.

A história segue o padrão. Violência policial que é noticiada como violência das vítimas ou como obra do acaso. Passados uns dias, depois de assentar a poeira e do potencial impacto público da verdade ser muito menor, lá se vai sabendo alguma coisa do que realmente aconteceu. Lembram-se do assassinato do Kuku no casal da Boba em que afinal o tiro mortal foi disparado a uma distância de 10 cm da cabeça? Ou do jovem grego, Alexis Grigoropoulos, que a crer nos relatos oficiais tinha atacado com mais 30 vândalos os nobres defensores da lei e da ordem, e que o tiro disparado tinha sido disparado para o ar?

mescalero

Homem que morreu no G20 foi assassinado pela polícia

Ian Tomlinson, o homem que morreu durante as manifestações do G20 em Londres foi agredido pela polícia antes de morrer. O Guardian publicou um vídeo em que se vê a covarde agressão com o cacetete pelas costas. Tomlinson nem sequer participava nos protestos e caminhava de costas para a polícia com as mãos nos bolsos.

piltonfrisk

Bansky

mescalero

Falem mal, mas falem de Courbet

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“A origem do Mundo”, 1866

Manobra censória boomerang da PSP numa feira do livro em Braga. São apreendidos livros com a capa da obra do pintor realista (e anarquista) Gustave Courbet, “A origem do Mundo”. Quanto mais nos censurais, mais nos apetece sair da linha.

mescalero