Category Archives: banca

StopBanque, iniciativa cívica espontânea

Uma acção direccionado ao coração do “sistema” à qual ficar atento: StopBanque, um apelo à retirada massiva de dinheiro do banco e ao fecho das contas de poupança, no dia 7 de dezembro de 2010. Parece que a iniciativa já conta com uns milhares de adesões por toda a Europa e já teve destaque em alguma imprensa.

“Si cette action est collective, et massive, nous pouvons les faire trembler.”

Além do site acima linkado, pode-se seguir os acontecimentos na página do StopBanque francês no Facebook, e uma tradução em português também no Facebook.

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Aviso aos navegantes: declaramos naufragada a propiedade privada. É o início de uma nova era pós-capitalista.

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Eric Duran (o Robin Bank) voltou à dois dias a Barcelona do seu exílio na América do Sul e neste momento encontra-se em prisão preventiva sem fiança. Eric solicitou com identidades falsas 69 créditos hipotecários a 39 bancos,  492.635 mil euros que doou aos movimentos sociais antes de sair do país. Uma acção de insubmissão bancária a que chamou de pós-capitalista com vista a superação da crise. Segundo ele, apenas 4 das 39 instituições bancárias apresentaram queixa (a polícia catalã, os mossos d’esquadra, fala em 18).

Em Setembro de 2008, Eric e o colectivo Crisis lançaram um jornal chamado “Crise” em que era explicado como os bancos haviam sido enganados, que entidades haviam sido expoliadas e as somas envolvidas. Com o seu reaparecimento foi lançado um novo jornal chamado “Podemos”, 355 mil exemplares distribuídos por cerca de 2000 voluntários em 200 cidades de toda a Espanha.

“Somos muitos os devedores aos bancos , se nos organizarmos podemos ter uma segunda oportunidade sem bancos nem dívidas.”

“Cansado de trabalhar 40 horas por semana? Sobrecarregado com a hipoteca?  Uma pessoa especializada te proporá um produto de dívida não paga à tua medida.”

Entretanto, o governo português anuncia que vai ajudar os desempregados com as prestações da casa reduzindo em 50% a prestação. Não é uma redução mas um adiamento, para depois das eleições, e que vai contribuir para o endividamento à banca, um dos problemas que foi apresentado como estando na origem da crise. Andam a querer comer-nos por lorpas e depois ainda há quem diga que os extremistas são os que propõem a insubmissão bancária.

Nos seus textos o grupo Crisis coloca os problemas como eles são, muito para além de um mero ataque ao sistema financeiro e com um cariz nitidamente libertário.

Declaración de una nueva era postcapitalista

Ahora ya sabemos que no podemos resolver un problema con la misma manera de pensar que lo ha creado. Entonces, la solución está en pensar de una manera nueva, ¿no? Pues vamos allá:

A partir de este momento proclamamos nuestra rebeldía contra el viejo mundo y declaramos naufragada la civilización de la propiedad privada en desuso. Dado que los estados insisten en perpetuar este modelo inviable, los y las declarantes revocaremos el depósito de soberanía que les habíamos otorgado como pueblo.
Y así inauguramos una nueva civilización, la de las necesidades y el derecho de uso. Todos tendrán derecho a hacer uso de aquello que necesitan si nadie lo está usando. Todos serán propietarios de aquello que usan y si son varias las personas que lo utilizan será una propiedad comunal. Los conocimientos pasarán a ser libres y todos los podrán disfrutar.

Declaramos iniciada una nueva era postcapitalista, la era del derecho de uso, de la economía de los recursos y los bienes comunes. Será haciendo una buena gestión de los recursos que el capitalismo tiende a infrautilizar y que cabe compartir el modo en que convertiremos la crisis en un cambio positivo.

Tierras sin cultivar, pisos vacíos, casas inhabitables, objetos abandonados, comida tirada, energía mal utilizada, coches con un solo ocupante, pueblos por repoblar, cultura privada de libertad. Todo esto es sobre lo que se puede construir una nueva economía para un nuevo mundo. Un mundo en el cual tenemos muchas cosas por hacer.
Acabaremos con los latifundios, rehabilitaremos las casas, sembraremos la tierra y cuidaremos los bosques. Compartiremos las herramientas, liberaremos el conocimiento, autoproduciremos la energía, repartiremos aquello que es básico. Cuidaremos a los débiles, intercambiaremos el tiempo, nos regalaremos sonrisas.

Desde la autogestión popular construiremos la plena ocupación. Todos tendrán cosas que aportar al bien común y cada uno recibirá aquello que necesita: suelo, calor, comida y agua, principalmente. Juntas compartiremos lo que sabemos y aprenderemos de nuevo. Disfrutaremos del placer de compartir, relacionarnos y querernos. Recuperaremos el gusto por el saber vivir, que el tacto de las tarjetas de crédito nos había hecho perder.
Esto no es una nave de locos, de hecho no afirmamos nada diferente de lo que nos están recordando los indígenas de América, aquéllos a los que hemos arrebatado la madre tierra desde hace más de quinientos años.

Extracto del ‘Llamamiento desde los Pueblos Indígenas frente a la Crisis de la Civilización Occidental Capitalista’.

“Urgen nuevos paradigmas de convivencia y en ese contexto, no sólo “otros mundos son posibles”, sino que son urgentes, y además, están siendo ya construidos desde las primeras víctimas de las formas más bárbaras de la violencia capitalista/colonial/moderna y contemporánea: Los Pueblos y Comunidades Indígenas, Originarios, Campesinos, Ribereños, Quilombolas, Afrodescendientes, Garífunas, Caboclos, Dalits, entre otros; y sus hijos que emigraron a las barriadas/favelas pobres de las ciudades; y todos los demás excluidos, invisibles e “intocables” del planeta; quienes seguimos resistiendo, fortaleciendo y actualizando formas alternativas de organización social, tecnológica, ética, política, económica, cultural y espiritual de la existencia humana.”

Excerto de “Aviso para navegantes: declaramos naufragada la propiedad privada. Es el inicio de una nueva era postcapitalista”. Os negritos são meus.

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Robin Bank e a insubmissão bancária

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Insubmissão bancária é como chama Eric Duran, ou Robin Bank como ficou conhecido, a pedir dinheiro aos bancos com o propósito de não pagar. Em Setembro de 2008, publicou um texto num jornal alternativo catalão em que informava o mundo que havia pedido 492.635 mil euros emprestados a 39 bancos espanhóis e que não os tencionava pagar. O objectivo era sabotar o sistema bancário, mostrar uma forma directa de atacar o capitalismo, motivar o debate social sobre as instituições financeiras, usando os proveitos do golpe para financiar lutas pela transformação social.

O que ele propõe para o imediato é uma greve geral mundial à banca. Deixarmos de ser clientes bancários. É impraticável? A mim parece-me que a vida é que está impraticável, os 70.000 novos desempregados de segunda-feira que o digam. Se um número significativo de pessoas deixasse de pagar as dívidas e tirasse o dinheiro dos bancos como reagiria o sistema financeiro? Ou, posto de outra forma, qual seria o número mínimo necessário de dissidentes bancários para fazer colapsar o sistema financeiro?

Ao mesmo tempo, Eric Duran fala do que é preciso para que se crie uma alternativa, pela qual lutam muitos movimentos sociais: «gerar actividade produtiva autónoma, através de redes de intercâmbio, de recuperação de práticas comunitárias e de um mercado social». Ou seja, descentralizar, decrescer, autonomizar, retomar o controlo da vida, da produção, do consumo, das decisões políticas.

O acto de Duran foi arrojado, obriga-o a estar fugido da “justiça”, encontra-se actualmente exilado na América Latina, embora com um bocado de sorte os bancos nem apresentem queixa com medo da repercussão que o caso possa ter na opinião pública e do aparecimento de replicadores. Muitos revolucionários seguiram a via da expropriação bancária, os anarquistas contam com muitos casos nas suas fileiras. Este tem o mérito de criar identificação com todas as pessoas que vivem esganadas com empréstimos bancários a juros altíssimos e que já pensaram por diversas vezes o quanto melhoraria a sua vida se pudessem simplesmente deixar de os pagar.

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