Conselhos de moda para os bravos e fabulosos

O CrimethInc. preparou há dois anos uma lista de conselhos para manifestantes, que agora recordo pois poderá ser útil para o momento que vivemos. Destina-se a todo o tipo de manifestantes, incluindo os que pretendem manter as suas acções dentro do rigoroso cumprimento da lei. O “quem não deve não teme” não se aplica nestas situações. E nem a outras já agora. O caso mais recente de que tive conhecimento foi, há uns dias, em Santiago de Compostela, a polícia forçar sem ordem judicial a entrada em casa das pessoas para as compelir a retirar cartazes das janelas com a mensagem para o papa: “eu não te espero”.

As críticas estéticas e de simbolismo às tendências da moda para protestos de massas neste Outono/Inverno são no mínimo inconsequentes e desprovidas de sentido prático, e no seu pior sectárias, demonstrando falta de solidariedade e incapacidade de compreensão das novas realidades de controle e vigilância social operadas pelos Estados. Por isso, são de rejeitar comparações com insurreições passadas como o Maio de 68

ou Stonewall nos Estados Unidos

por todos os motivos apresentados no vídeo seguinte, que deverá ser visto particularmente por quem se prepara para se manifestar contra a Nato ou até contra a crise (sejamos optimistas) e não tenha bem consciência de como funcionam as forças repressivas estatais.

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Comentários

  • Semeador de Favas  On Terça-feira, 2 Novembro 2010 at 6:55 pm

    Boas dicas para o que usar e não usar no outono/inverno que vem, Mescalero. Já agora, alguém as devia ter dado aos jovens que andaram a agir directamente em França, de cara ao léu…

  • m  On Quarta-feira, 3 Novembro 2010 at 11:52 am

    Semeador, as características quer desses jovens, quer dos motins que realizaram são suficientemente diversas para serem tratadas da mesma forma.

  • Semeador de Favas  On Quarta-feira, 3 Novembro 2010 at 1:01 pm

    Não sei se compreendi bem o teu comentário, e se tu compreendeste o meu. Bom, de qualquer forma o meu comentário tinha um sentido literal, não era irónico. Filo a pensar nas fotografias que vi por aí na internet, algumas das quais tu próprio linkaste se estás recordado, em que surgiam jovens de cara destapada em pleno motim. Esse tipo de relaxamento é preocupante tendo em conta o actual cerco repressivo, e portanto, o teu post, é realmente útil.
    Um abraço.

  • m  On Quarta-feira, 3 Novembro 2010 at 3:08 pm

    Tens razão, entendi o teu comentário em sentido contrário. Pareceu-me que, concordando de forma geral com a necessidade de salvaguarda da identidade, a punhas em causa em todas as situações, dando como contra-exemplo o caso francês.

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