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Baixas expectativas

Posted in Uncategorized on Segunda-feira, 9 Novembro 2009 by mescalero

Diz um estudo de uma multinacional de recursos-humanos que 72 e dois por cento das empresas portuguesas pondera baixar os prémios ou o salário base aos executivos de topo.

Será que estes ajustes, a acontecerem, são uma questão de justiça e de moralização, como é dito neste post do Delito de Opinião? É concerteza uma forma de pensar partilhada por muita gente, quer à esquerda (pela diminuição da desigualdade), quer à direita (por ser o mercado a funcionar), mas haverá realmente alguma ponta de moralidade ou de justiça na colossal desigualdade de rendimentos que existe entre trabalhadores e executivos, com ou sem ajustes, com ou sem milhares de despedimentos e ponderações sobre se se baixa ou não prémios chorudos, ou sou eu que estou a ver mal a coisa?

Não me parece. Acho é que as expectativas sobre a possibilidade de justiça e de moralidade são tão baixas, que se chama de moralização e de justiça à manutenção da situação, desde que por um momento e ainda que numa medida despicienda o topo da hierarquia partilhe as perdas do povo.

A opinião e as formas mais radicais que ela poderia assumir são logo à partida tão restritas, tão auto-limitadas, tão pouco ambiciosas, que tende para o zero a possibilidade de mudança efectiva no que diz respeito à salubrização da sociedade. Não se deseja nada de profundo ou transformador, apenas limitar os danos, arrecadar vitórias simbólicas ou morais, com que se engana a consciência.

O mérito dos que têm estado nos degraus cimeiros da hierarquia social é conseguir limitar a opinião ao inócuo, manter aceso o debate sobre tudo o que não arrisque revolucionar a ordem instituída, mantendo a ilusão da participação. As eleições são um bom exemplo e talvez dos maiores do que é o engodo lançado aos que desejam manifestar-se. Não conheço nenhuma eleição que tivesse provocado uma mudança profunda para melhor numa sociedade. No entanto, a promessa do pequeno avanço e da pequena reforma apela directamente a essa mentalidade de baixa expectativa e com isso mantém os interessados iludidos numa batalha perdida a priori. O raciocínio é que não se podendo ter o que se quer, pelo menos se tenha o que se pode. Sendo o problema deste raciocínio que o que se pode, é basicamente a manutenção da situação.

Parasitas essenciais

Posted in Uncategorized on Quarta-feira, 4 Novembro 2009 by mescalero

«Compreende-se que gente dos partidos e deputados sejam, como diz a DGS, “essenciais ao normal funcionamento da sociedade”. Pode perguntar-se é como, sem padeiros que lhes façam o pão, sem motoristas que os levem ao Parlamento e às sedes, sem pessoal das águas e da electricidade que lhes garanta o banho diário, a energia para os computadores e a luz para estudar os dossiês, sem educadoras e auxiliares de infantários que lhes tomem conta dos filhos enquanto trabalham e toda a mais gente não “imprescindível” nem “essencial ao normal funcionamento da sociedade”, uns e outros poderão cumprir as suas funções.» Manuel Pina, Jornal de Notícias

Não. Não se compreende em que é que deputados e burocratas de partido possam ser essenciais à sociedade. Nem sequer é para ser compreendido. É para ser aceite.

O resto que o Manuel Pina diz é óbvio, é o tipo de coisa que até devíamos estranhar alguém achar necessário escrever num jornal. Ter uma noção clara das tarefas que são essenciais numa sociedade e das pessoas que carecem de mais protecção deveria ser um dado adquirido. É umas das coisas sem que uma sociedade funcional não pode passar.

Não é o caso, mas se realmente houvesse uma crise de saúde pública, as vacinas sempre poderiam ser confiscadas pela população e distribuídas racionalmente. Sem parasitas a passar à frente dos outros.

 

Normalizar o impensável

Posted in controle social, guerra on Quinta-Feira, 15 Outubro 2009 by mescalero

“During the Cold War, a group of Russian journalists toured the United States. On the final day of their visit, they were asked by their hosts for their impressions. “I have to tell you,” said their spokesman, “that we were astonished to find, after reading all the newspapers and watching TV, that all the opinions on all the vital issues were, by and large, the same. To get that result in our country, we imprison people, we tear out their fingernails. Here, you don’t have that. What’s the secret? How do you do it?”

“In the British media, as in the United States, as in Australia, rapacious western actions are reported as moral crusades, or humanitarian interventions. At the very least, they are represented as the management of an international crisis, rather than the cause of the crisis.”

“The unspoken task of the reporter in Vietnam, as it was in Korea, was, to normalise the unthinkable – to quote Edward Herman’s memorable phrase. And that has not changed.”

Transcrições da palestra de John Pilger’s na Universidade de Columbia, Nova Iorque, 2006 – ‘War by Media

“O importante ensaio de Edward S. Herman, “A Banalidade do Mal”, nunca pareceu mais adequado. “Fazer coisas terríveis de um modo organizado e sistemático repousa na ‘normalização’ “, escreveu Herman. “Há habitualmente uma divisão de trabalho no fazer e no racionalizar o impensável, com a brutalização e morte directa feita por um conjunto de indivíduos … e outros a trabalharem para melhorar a tecnologia (um melhor crematório a gás, um napalm mais adesivo e com queima mais prolongada, bombas de fragmentação que penetram a carne em padrões difíceis de detectar). É função do peritos, e dos media de referência, normalizar o impensável para o público geral.”

John Pilger

Isaltino vai ganhar em Oeiras. Viva o Isaltino!

Posted in eleições on Quinta-Feira, 8 Outubro 2009 by mescalero

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Viva também o Avelino Ferreira Torres, a Fátima Felgueiras, o Santana Lopes, o Alberto João, o Mesquita Machado, o Sócrates e os amigos deles.

Questiono-me que poderosa magia pode dar alguma credibilidade e decência a esta democracia representativa. Há pensos rápidos para estas queimaduras do terceiro grau?

Diga-se que apesar do elevado abstencionismo, pessoas sãs no que respeita ao voto, ainda são muitos os que persistem no mesmo caminho esgotado. É como jogar no Euro Milhões umas vezes a seguir às outras sem nunca sair nada, com a singela nuance de que o Euro Milhões efectivamente sai a alguém, e na política, só saírem duques e jokers.

“En el País Vasco, cada cinco minutos, una persona es llamada facha”

Posted in Uncategorized on Quinta-Feira, 10 Setembro 2009 by mescalero

No programa «Pásalo» da ETB-2, a certa altura, o apresentador Iñaki López oferece ao público a preciosa informação estatística que podem ler no título deste post. Sem aludir a qualquer fonte que a sustentasse.

Koldo Sagaseta dá a justa resposta no Kaos en la Red:

«Dou a conhecer outros dados estatísticos, para o caso de Iñaki López os ignorar, dos quais também não vou divulgar as fontes, sinto-me na obrigação de confirmar que, curiosamente, no País Basco, de quatro em quatro minutos um facho é chamado democrata, e de três em três minutos um torturador é chamado funcionário, e de dois em dois minutos um cara-de-pau é chamado juiz, e a cada minuto que passa um delinquente é chamado empresário, e a todo o momento um impostor é chamado lehendakari, e com a mesma frequência um cretino é chamado comunicador.

E estas não são as únicas estatísticas que tenho por bem partilhar com Iñaki López e demais participantes do «Pásalo», porque, no País Basco, de quatro em quatro minutos uma fraude é chamada processo eleitoral, e de três em três minutos uma pantomima é chamada estado de direito, e de dois em dois minutos uma mascarada é chamada sistema judicial, e a cada minuto que passa uma fraude financeira é chamada Banco, e a todo o momento um sequestro é chamado embuste, um crime é chamado acidente, uma latrina é chamada meio de comunicação e um zangão é chamado rei.»

tradução de ASEH

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PARA A SOCIEDADE LIBERTÁRIA

Posted in Uncategorized on Terça-feira, 1 Setembro 2009 by mescalero

OS ANARQUISTAS SÃO INDIVIDUALISTAS OU COLECTIVISTAS?

Para alguns “profetas” das verdades absolutas os anarquistas são individualistas para outros colectivistas, afinal ambas estão erradas. Não é de surpreender, uma vez que os anarquistas não são nem uma nem outra. Gostem ou não, os individualistas não anarquistas e os colectivistas não anarquistas são as duas  faces da mesma moeda capitalista. Isto demonstra-se considerando o capitalismo moderno, onde as tendências “individualista” e “colectivista” continuamente se influem mutuamente, muitas vezes com o pêndulo da estrutura política e económica oscilando de um extremo a outro. O colectivismo e o individualismo capitalista são aspectos parciais da existência humana, e da mesma forma que todas as manifestações de desequilíbrio, estão profundamente degeneradas.

Para os anarquistas, a ideia de que os indivíduos deveriam sacrificar-se “pelo grupo” ou “pelo bem comum” não tem sentido. Os grupos são formados por indivíduos e se as pessoas pensam somente no bem estar do grupo, esse grupo será uma casca sem vida. Somente a dinâmica do intercambio humano dentro de um grupo é o que lhe dá vida. Os “grupos” não podem pensar, apenas porque os indivíduos pensam. Ironicamente, este facto leva os “colectivistas” autoritários à classe de “individualismo” mais peculiar, o “culto da personalidade” e a adoração do líder. É de se esperar, uma vez que tal colectivismo amontoa os indivíduos em grupos abstractos, lhes nega sua individualidade e acaba precisando que alguém com suficiente individualidade tome decisões; os problemas se “resolvem” com as ideias do líder. O Stalinismo e o Nazismo são excelentes exemplos deste fenómeno.

Estas considerações não significam que o “individualismo” encontre apoio entre os anarquistas. Como assinalou Emma Goldman, o individualismo exacerbado  não é mais do que uma tentativa dissimulada de reprimir e de derrotar o individuo e a sua individualidade, invariavelmente resulta no incremento das distinções de classe, supondo todo o individualismo para os amos, enquanto que o povo é arregimentado em uma casta de escravos a serviço de um punhado de super homens egoístas”

Enquanto os grupos não pensarem, os indivíduos não poderão viver nem discutir por si sós. Todavia, devido a sua perspectiva desequilibrada, os “individualistas” acabam apoiando algumas das instituições mais “colectivistas” que existem, as empresas capitalistas, e alem disso, sempre defendem a necessidade de um estado apesar de suas frequentes acusações contra ele. Estas contradições nascem da dependência do individualismo capitalista de contratos individuais em uma sociedade desigual, ou seja, um individualismo abstracto.

Em contraste, os anarquistas acentuam o individualismo social. O anarquismo “insiste que o centro de gravidade da sociedade é o individuo, que tem que pensar por sim mesmo, actuar livremente, e viver plenamente. Se alguém quer desenvolver-se livre e plenamente, tem que se ver livre da interferência e da opressão dos outros. Isto nada tem a ver com individualismo exacerbado. Tal individualismo depredador é na realidade débil, não robusto. Ao menor perigo à sua segurança, corre em direcção ao estado para buscar refúgio e ajuda pela sua protecção, seu individualismo exacerbado é simplesmente uma das muitas atitudes típicas da classe dominante com vistas à extorsão política e a usurpação dos trabalhadores”.

O anarquismo rejeita o individualismo abstracto do capitalismo, com suas ideias “absolutas” de liberdade do individuo violentado por outros. Esta teoria ignora o contexto social que é o ambiente onde a liberdade existe e cresce.

Uma sociedade baseada em “contratos individuais” geralmente resulta da desigualdade de poder entre os indivíduos contratantes e gera a necessidade de uma autoridade baseada em leis acima deles e na coerção organizada para forçar o cumprimento dos contratos entre eles. Vê-se claramente esta consequência no capitalismo e, mais notável ainda, na teoria do “contrato social” da qual se desenvolveu o estado. Nesta teoria se assume que os indivíduos são “livres” quando estão isolados uns dos outros, estando, como dizem, originalmente em um “estado natural”. Uma vez agrupados em sociedade, se supõe que criaram um “contrato” e um estado para administrá-lo. Contudo, além de ser uma fantasia sem nenhuma base na realidade (os seres humanos sempre foram animais sociais) esta “teoria” não é mais que uma justificação dos extensos poderes do estado sobre a sociedade; o que por sua vez justifica o sistema capitalista, que requer um estado forte. Também copia os resultados das relações económicas capitalistas sobre as que se constrói esta teoria. Dentro do capitalismo, os indivíduos se contratam “livremente”, mas na prática o patrão manda sobre o trabalhador enquanto dura o contrato.

Na prática, o individualismo e o colectivismo levam à negação da liberdade individual, à autonomia e à dinâmica de grupos. Ademais, um supõe o outro, o colectivismo leva-nos a uma forma particular de individualismo e vice-versa.

O colectivismo, com sua supressão implícita do individuo, afinal de contas acaba por empobrecer a comunidade, uma vez que os grupos apenas tem vida através dos indivíduos que os formam. O individualismo, com sua supressão explícita da comunidade (e as pessoas com que alguém vive) no final de contas empobrece o individuo pois os indivíduos não existem aparte da sociedade, passa a existir dentro dela. Alem de tudo o individualismo acaba por restringir a uns “poucos eleitos” as intuições e habilidades dos indivíduos que formam o resto da sociedade, agindo desta maneira constituem-se numa fonte de auto-negação. Este é o erro (e a contradição) maior do individualismo, a impossibilidade do individuo chegar a alcançar um pleno desenvolvimento em condições de opressão das massas pelas “aristocracias”. Seu desenvolvimento permaneceria desequilibrado.

# Ferroadas n’ O Libertário

¿Quién hizo el mundo?

Posted in eduardo galeano on Terça-feira, 18 Agosto 2009 by mescalero

Hacía pocos años que había terminado la guerra de
España y la cruz y la espada reinaban sobre las ruinas
de la República. Uno de los vencidos, un obrero anarquista,
recién salido de la cárcel, buscaba trabajo. En
vano revolvía cielo y tierra. No había trabajo para un
rojo. Todos le ponían mala cara, se encogían de hombros
o le daban la espalda. Con nadie se entendía, nadie
lo escuchaba. El vino era el único amigo que le quedaba.
Por las noches, ante los platos vacíos, soportaba sin decir
nada los reproches de su esposa beata, mujer de misa
diaria, mientras el hijo un niño pequeño, le recitaba el
catecismo.
Mucho tiempo después, Josep Verdura, el hijo de aquel
obrero maldito, me lo contó en Barcelona, cuando yo
llegué al exilio. Me lo contó: Él era un niño desesperado
que quería salvar a su padre de la condenación eterna y
el muy ateo, el muy tozudo, no entendía razones.
- Pero papá – le dijo Josep llorando – si Dios no existe,
¿Quién hizo el mundo?
- Tonto – dijo el obrero, cabizbajo, casi en secreto -.
Tonto. Al mundo lo hicimos nosotros, los albañiles.

El libro de los abrazos – Eduardo Galeano

Trocar bandeiras ou brincar com a pilinha. Eis a questão!

Posted in Uncategorized on Sexta-feira, 14 Agosto 2009 by mescalero

Um dos 31 da Armada foi constituído arguído depois de ter ido devolver (lindo menino!) a bandeira fanada à Câmara Municipal, o que pelos vistos é um desenvolvimento deveras relevante e merecedor de muitos comentários. Agora o que não percebo é porque insistem em tratar a brincadeirinha como um acto político e não como a forma que um grupo de betos arranjou para se divertir e chamar a atenção. É que se não se vir aquilo como um acto político tudo o resto torna-se absurdo demais para se acreditar. Dizem uns: uma democracia madura deve-se mostrar magnânima e tolerante, e passam assim um atestado de falta de cultura democrática às instituições por causa duma porcaria de uma brincadeira. Dizem outros que a lei tem mesmo de ser cumprida e até já li comentários a falarem em prisão. Só podem estar a  gozar… E ainda há quem tenha chamado àquilo de acção directa. Para quê? Para esvaziarem de sentido a acção directa?

Se os betos não fossem vestidos de Darth Vaders o sentido político era claro. Assim, restauram a monarquia ao mesmo tempo que a associam a um império do mal, ficamos pela graçola que é do que se trata. Quando se pintam uns narizes vermelhos nas carantonhas gigantes dos políticos em campanha, sim, percebe-se que se está a querer insinuar que os palhaços são gente desonesta e todos iguais uns aos outros. Quando aparece o Clown Army sabemos o que estão a subverter. Mas Darth Vaders a hastearem a bandeira monárquica? Podiam hastear a bandeira da Toy’s Are Us que era indiferente. Percebe-se o que é isto: a elite a dialogar entre si, à esquerda e à direita, e o resto a seguir a onda.

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O inimigo está aí: é o Estado

Posted in Uncategorized on Terça-feira, 28 Julho 2009 by mescalero

“O inimigo está aí: é o Estado. Mas o Estado não é somente um organismo político, um instrumento de conservação das desigualdades sociais; é também um organismo administrativo. Como estrutura administrativa, o Estado não pode ser abolido. Ou seja, é possível desmontá-lo e remontá-lo, mas não negá-lo, porque isso paralisaria o ritmo de vida da nação, que pulsa nas artérias ferroviárias, nas veias telefônicas, etc.

Federalismo! É uma palavra. É uma fórmula sem conteúdo positivo. O que nos oferecem os mestres? A premissa do federalismo: a concepção antiestatal, a concepção política e não a fundamentação técnica, o medo da centralização e não os projetos de descentralização.

Aqui está, ao contrário, um tema de estudo: o Estado em seu funcionamento administrativo. Aqui está um tema de propaganda: a crítica sistemática do Estado como órgão administrativo centralizado e, portanto, incompetente e irresponsável. Cada dia a notícia de sucessos nos oferece assuntos para esta crítica: milhões desperdiçados em más especulações, em lentidões burocráticas; poeira nos ares por negligência dos gabinetes “competentes”; latrocínios em pequena e grande escalas, etc. Uma campanha sistemática deste tipo poderia atrair sobre nós a atenção de muitos que não se comoveriam, em absoluto, lendo Deus e o Estado.

Onde encontrar os homens que podem alimentar regularmente esta campanha? Os homens existem. É necessário que eles dêem sinais de vida. É necessária uma mobilização! Profissionais, empregados, professores, estudantes, trabalhadores, todos vivem em contato com o Estado ou ao menos com as grandes empresas. Quase todos podem observar os danos da má administração: os desperdícios dos incompetentes, ou roubos dos preguiçosos, os empecilhos dos organismos mastodontes.

[...] Devemos voltar ao federalismo! Não para deitar no divã da palavra dos mestres, mas para criar o federalismo renovado e fortalecido pelo esforço de todos os bons, de todos os capacitados.”

Camilo Berneri, Pagine Libertarie, Milão, 20 de novembro de 1922

retirado deste texto no Anarkismo.net

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Em Forma De Despedida – Síntese Sobre A Vida E Obra De Edgar Rodrigues

Posted in Uncategorized on Sexta-feira, 10 Julho 2009 by mescalero

edgar-rodrigues

Foto daqui

Antônio Francisco Correia, que utilizava o pseudônimo de Edgar Rodrigues, nasceu em Angeiras, ao norte da cidade de Matosinhos, distrito do Porto (Portugal), em 12 de março de 1921, filho de Manuel Francisco Correia e Albina da Silva Santos.
Seu pai era militante anarco-sindicalista e participava do “Sindicato das Quatro Artes”, filiado à Confederação Geral do Trabalho (C.G.T.) e à Associação Internacional dos Trabalhadores (A.I.T.), envolvendo vários ofícios da construção civil de Matosinhos. Seus primos, Armindo da Silva Sarilho e Manuel Sarilho, também pertenciam ao Sindicato.
No final de 1933, esse sindicato foi obrigado a fechar sua sede oficial por causa da repressão da ditadura militar comandada por Antônio Oliveira Salazar. Parte do seu acervo cultural foi guardado na casa da família de Manuel Francisco Correia, onde também passou a realizar-se reuniões noturnas de sua diretoria clandestinamente.
O garoto Antônio Francisco Correia, atrás da porta, escutava com muita curiosidade tudo o que era conversado naquelas reuniões.
Em 1936, a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (P.V.D.E., depois P.I.D.E.), invadiu de madrugada a moradia de Manuel Francisco Correia e o prendeu.
Antônio Francisco Correia foi várias vezes visitar o seu pai no presídio da polícia política, durante as dez semanas em que ele esteve preso, sem nenhum processo ou julgamento. Quando Manuel Francisco Correia foi solto, foi punido mais uma vez ao ser despedido do seu emprego, o que fez a família passar por uma situação econômica muito difícil.
Dois anos depois, Correia (como era chamado pelos mais próximos) escreveu seu primeiro artigo para o diário “Primeiro de Janeiro” (Porto), mas não foi publicado por causa da censura. Nessa mesma época, já havia começado a escrever os rascunhos que formariam seu primeiro livro.
No dia 1º de maio de 1939, Antônio Francisco Correia e alguns amigos faltam ao serviço como forma de protesto (nessa época era proibido manifestar-se no 1º de maio) e reúnem-se para reafirmar as origens anarquistas dessa data, que é um marco universal.
No dia 1º de março de 1940, filia-se ao Grupo Dramático Flor da Mocidade (teatro amador), de Santa Cruz Bispo, município de Matosinhos, onde conhece Ondina dos Anjos da Costa Santos, que foi sua companheira por toda a vida. Também fez parte da diretoria do Grupo Dramático Alegres de Perafita, onde conheceu o histórico militante anarquista José Marques da Costa.
Em setembro de 1946, o anarquista Luis Joaquim Portela e mais cinco presos políticos fogem da Fortaleza de Peniche. Dois anos depois, Antônio Francisco Correia conhece pessoalmente Luis Portela (1) na clandestinidade e ajuda o companheiro a obter documentação falsa, porém, devido uma delação Luis Joaquim Portela é preso novamente (2).
No dia 19 de julho de 1951, Antônio Francisco Correia conhece pessoalmente o notório escritor anticlerical Tomás da Fonseca e, no dia seguinte, para fugir da perseguição política da ditadura portuguesa, embarca para o Brasil.
Assim que chegou ao Rio de Janeiro, conheceu os companheiros: Roberto das Neves, Manuel Perez, Giacomo Bottino, Ida Bottino, Germinal Bottino, Pascoal Gravina, José Romero, Ondina Romero, Angelina Soares, Diamantino Augusto, José Oiticica, João Peres Bouças, Carolina Peres, Ideal Peres, Afonso Vieira e outros…
A pedido dos dois últimos entregou um texto de sua autoria sobre a ditadura em Portugal, que foi publicado no jornal anarquista Ação Direta (3) e logo estava participando do grupo editor do mesmo. Em seguida, com a ajuda de companheiros como Enio Cardoso, Domingos Rojas e Benjamim Cano Ruiz (entre outros), passou a publicar também textos na imprensa libertária internacional e adotou o pseudônimo de Edgar Rodrigues (4).
Entre os dias 9 e 11 de fevereiro de 1953, participou de um encontro anarquista brasileiro, na residência de José Oiticica, onde conheceu outros militantes ácratas que atuavam em São Paulo: Edgard Leuenroth, Adelino Tavares de Pinho, Lucca Gabriel, Osvaldo Salgueiro e outros… Nesse período, também conheceu pessoalmente o escritor e jornalista espanhol Victor Garcia (Tomás-Germinal Gracia Ibars), o poeta e escritor romeno Eugen Relgis e o companheiro paraguaio Ceríaco Duarte.
Publicou seu primeiro livro “Na Inquisição do Salazar” em maio de 1957, pela Editora Germinal, de Roberto das Neves. Tornou-se membro da Sociedade Naturista Amigos de Nossa Chácara (S.N.A.N.C.) (5).
Em 7 de março de 1958, por iniciativa do Grupo Libertário Fábio Luz (6), foi fundado o Centro de Estudos Professor José Oiticica (C.E.P.J.O.), em homenagem ao recém-falecido José Oiticica (22-07-1882 – 30-06-1957), com o propósito de continuar a prolífera obra do valoroso companheiro. O grupo que assinou a ata de fundação do C.E.P.J.O. era composto por: Edgar Rodrigues, Afonso Alves Vieira, Ideal Peres, Esther de Oliveira Redes, Seraphim Porto, Manuel dos Santos Ramos, Francisco de Magalhães Viotti, Germinal Bottino, Fernando Gonçalves da Silva, Pedro Gonçalves dos Santos, Roberto Barreto Pedroso das Neves, Enio Cardoso e Raul Vital (Atayde da Silva Dias).
Entre as atividades do C.E.P.J.O., constavam conferências, cursos e leituras comentadas sobre arte, política, história, vegetarianismo, psicologia, teatro, cinema, literatura, geografia, sociologia e anarquismo. Os convites para as atividades eram feitos na imprensa diária. O Centro também promoveu, em conjunto com outros grupos, comícios do movimento estudantil e uma campanha pela libertação e asilo político do espanhol anarquista José Comin Pardillos.
Outra iniciativa do C.E.P.J.O. foi a criação da Editora Mundo Livre que publicou os seguintes livros anarquistas: “O Retrato da Ditadura Portuguesa” de Edgar Rodrigues (1962), “A Doutrina Anarquista ao Alcance de Todos” de José Oiticica (2ª Edição – 1963), “Anarquismo – Roteiro de Libertação Social” de Edgard Leuenroth (1963), “O Humanismo Libertário e a Ciência Moderna” de Pedro Kropotkine (1964) e “Erros e Contradições do Marxismo” de Varlan Tcherkesoff (1964).
O Centro de Estudos Professor José Oiticica teve uma atuação anarquista durante doze anos (cinco deles sob a repressão da ditadura militar brasileira, 1964-1985), até ser invadido, assaltado e fechado pelas forças armadas (7). As prisões começaram no dia 8, e continuaram nos dias 9, 10, 15 e 21 de outubro de 1969.
Entre os presos, acusados e denunciados estavam: Edgar Rodrigues, Pietro Michele Stefano Ferrua, Ideal Peres, Antonio Costa, Fernando Gonçalves da Silva, Manoel dos Santos Ramos, Paulo Fernandes da Silva, Roberto Barreto Pedroso das Neves, Eli Briareu de Oliveira, Mário Rogério Nogueira Pinto, Antonio Rui Nogueira Pinto, Maria Arminda Sol e Silva, Antonio da Silva Costa, Elisa da Silva Costa, Roberto da Silva Costa e Carlos Alberto da Silva. Foram impronunciados: Michelangelo Privitera e Esther de Oliveira Redes (8).
Militantes anarquistas anônimos (pela conjuntura política da época) de São Paulo e de outras partes do Brasil contribuíram financeiramente com os gastos judiciais, numa grande demonstração de solidariedade libertária. O processo durou até 30 de novembro de 1971.
No mesmo período em que foi vítima desse processo militar, Edgar Rodrigues iniciou, numa atitude pioneira, a publicação de livros resgatando a história do movimento anarquista no Brasil (9), e posteriormente, a história do movimento libertário português (10).
Edgar Rodrigues escreveu 62 livros (entre 1957-2007) publicados, sobretudo, no Brasil e em Portugal, mas também na Itália, Venezuela e Inglaterra (alguns na terceira edição).
Por volta de 1976, participou junto com a companheira Elvira Boni, do documentário “O Sonho Não Acabou” de Cláudio Khans, exibido algumas vezes na televisão e em eventos libertários.
Colaborou com o jornal anarquista O Inimigo do Rei enquanto ele existiu (1977-1988) e também escreveu mais de 1760 artigos na imprensa de 15 países, entre eles: Voluntad (Uruguai), Solidaridad Obrera (França), A Batalha (Portugal), El Libertario (Cuba), Tierra y Libertad (México/Espanha), El Sol (Costa Rica), C.N.T. (França), La Protesta (Argentina), Solidaridad Gastronómica (Cuba), L’Adunata Dei Refrattari (Estados Unidos), Ruta (Venezuela), Reconstruir (Argentina), Voz Anarquista (Portugal), El Libertario (Venezuela) e muitos outros.
Entre abril-maio de 1986, participou do congresso pela reorganização da Confederação Operária Brasileira (C.O.B.), na sede do Centro de Cultura Social de São Paulo, na rua Rubino de Oliveira, número 85, Brás.
Em 21 de agosto de 1986, foi um dos sócios-fundadores do arquivo Círculo Alfa de Estudos Históricos (C.A.E.H.) juntamente com: Nito Lemos Reis, Antonio Martinez, José Carlos Orsi Morel, Jaime Cubero, Francisco Cuberos, Felix Gil Herrera, Liberto Lemos Reis, Fernando Gonçalves da Silva e Ideal Peres (11).
Nesse arquivo deixou boa parte dos materiais de estudo (livros, jornais, fotos, cartas, atas, memórias manuscritas e demais documentos, muitos deles cópias únicas) que reuniu durante toda uma vida dedicada ao resgate da trajetória das atividades anarquistas no Brasil e no Mundo. Conseguiu todo esse acervo visitando velhos companheiros anarquistas, convencendo-os a escreverem suas memórias, entrevistando-os, tendo correspondência com eles, comprando e conseguindo doações desses materiais com militantes históricos do movimento (novamente numa iniciativa pioneira para seus contemporâneos), tais como: Joaquim Fernandes, Manuel Lopes, Luís Saturnino, Manuel Perez, Ideal Peres, José Marques da Costa, José Francisco dos Passos, João Perdigão Gutierrez, Manuel Marques Bastos, Pedro Catallo, João Navarro, Adriano Botelho, Elias Iltchenco, entre outros… (12)
Não obstante, o sofrido esforço de Edgar Rodrigues para adquirir esses materiais e todos os riscos que enfrentou durante a ditadura militar para preservar esses documentos, os membros remanescentes do Círculo Alfa de Estudos Históricos, na pessoa de José Carlos Orsi Morel, trocou as fechaduras do imóvel do arquivo, localizado na rua Gonçalves Dias, número 220, no bairro do Brás (São Paulo), impedindo que Edgar Rodrigues tivesse acesso ao arquivo, para logo em seguida, numa manobra obscura, expulsá-lo da entidade sem direito à defesa, demonstrando uma atitude completamente antagônica com os princípios anarquistas e os conceitos básicos de justiça.
Em abril de 2002, Rute Coelho Zendron fez “Um Estudo Sobre Edgar Rodrigues” pela P.U.C., que virou um interessante vídeo documentário sobre a vida e obra de Edgar Rodrigues (13).
Edgar Rodrigues faleceu na noite de 14 de maio de 2009 (quinta-feira), na sua residência, no bairro do Méier (Rio de Janeiro), devido uma parada respiratória. Deixa esposa, filhos, netos, uma vasta obra anarquista para ser estudada e um grande exemplo a ser seguido.

Marcolino Jeremias

Notas

1. Ambos tinham trocado correspondência entre 1932-1937, enquanto Luis Joaquim Portela estava preso.

2. Em 10 de setembro de 1952.

3. “Fala Um Operário Português” foi o primeiro artigo publicado por Antônio Francisco Correia, o texto saiu no jornal Ação Direta (Rio de Janeiro), número 80, em maio/junho de 1952.

4. Antônio Francisco Correia também chegou a escrever usando pseudônimos como Varlin, Zola e outros…

5. A Sociedade Naturista Amigos de Nossa Chácara foi registrada em 9 de novembro de 1939, e o grupo que iniciou o trabalho de construção dela era composto por: Germinal Leuenroth, Nicola D’Albenzio, Virgilio Dall’Oca, Justino Salgueiro, Salvador Arrebola, Antônio Castro, João Rojo, Benedito Romano, José Oliva Castillo, Roque Branco, Antônio Valverde, Cecílio Dias Lopes e Lucca Gabriel. A Nossa Chácara/Nosso Sítio foi uma iniciativa essencial para a reorganização do movimento anarquista no Brasil, após o final da ditadura de Getúlio Vargas, e foi palco de importantes congressos e encontros libertários entre 1948 até o final dos anos sessenta.

6. O Grupo Libertário Fábio Luz (depois Grupo de Ação Libertária), formado por militantes como: Edgar Rodrigues, Seraphim Porto, Roberto das Neves, Enio Cardoso e Afonso Vieira, existiu entre a morte de José Oiticica e a fundação do Centro de Estudos Professor José Oiticica. Com o passar do tempo após a fundação do Centro, o Grupo Libertário foi absorvido pelo C.E.P.J.O.

7. Os militares também invadiram moradias, escritórios profissionais, a Editora Germinal e roubaram centenas de pertences desses locais.

8. Edgar Rodrigues ajudou a esconder Esther de Oliveira Redes num sítio em Jacarepaguá, e através de troca de serviços “comprou” o impronunciamento dela e retirou vários documentos do processo que poderiam comprometer outros companheiros.

9. Entre os livros clássicos de Edgar Rodrigues que resgatam a história do movimento anarquista no Brasil, estão: Socialismo e Sindicalismo no Brasil (1675-1913) de 1969, Nacionalismo e Cultura Social (1913-1922) de 1972, Trabalho e Conflito (1900-1935) de 1977 e Novos Rumos – Pesquisa Social (1922-1946) de 1978.

10. Os principais livros de Edgar Rodrigues que refazem a trajetória dos anarquistas em Portugal são: O Despertar Operário Em Portugal (1834-1911) de 1980, Os Anarquistas e os Sindicatos Em Portugal (1911-1922) de 1981, A Resistência Anarco-Sindicalista à Ditadura (1922-1939) de 1981 e A Oposição Libertária em Portugal (1939-1974) de 1982.

11. Esther de Oliveira Redes não assinou a ata de fundação, mas esteve presente nas reuniões e contribuía para a manutenção do arquivo até comunicar seu desligamento do mesmo.

12. Conseguiu com Sônia Oiticica, por exemplo, cartas de quando seu pai José Oiticica, esteve preso na Ilha Rasa (Rio de Janeiro) entre 1924-1925.

13. Outros estudos acadêmicos sobre Edgar Rodrigues foram feitos, entre eles, constam-se: a tese “Edgar Rodrigues: I Tempi e Le Opere” de Marco Mazzeo, Universidade de Nápoles/Itália (2005) e o trabalho de pós-doutorado (monografia) “A Sementeira de Idéias – Edgar Rodrigues Uma Vida Dedicada A Memória Anarquista”, de Anna Gicelle Garcia Alaniz, para a Faculdade de Educação da Unicamp (2008).

via Eidos Info Zine

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Vírus

Posted in Uncategorized on Quinta-Feira, 21 Maio 2009 by mescalero

Virus

Nota de falecimento de Edgar Rodrigues

Posted in Uncategorized on Sábado, 16 Maio 2009 by mescalero

Nota de falecimento de Edgar Rodrigues (CCS)

Informamos com profunda tristeza o falecimento do escritor anarquista,militante e associado do Centro de Cultura Social, Edgar Rodrigues.

Sua morte se deu por volta das 20h de ontem, 14/05, devido a uma parada cárdio-respiratória. O corpo será cremado entre sábado e domingo sem cerimônia, como era a vontade de Edgar.

Autor de dezenas de obras e centenas de artigos sobre a história e as idéias anarquistas no Brasil e em Portugal, Edgar foi o maior e o mais importante difusor da cultura libertária desde o final dos anos 1960 quando publicou, sob a ditadura militar, a trilogia tornada clássica e indispensável em nossos dias: “Socialismo e Sindicalismo no Brasil, 1675/1913”, “Nacionalismo e Cultura Social, 1913-1922” e “Novos Rumos, 1922-1945”.

Edgar foi também fundador e um dos principais fomentadores do arquivo atualmente em posse do Círculo Alfa de Estudos Históricos (Grupo Projeção), para o qual, não obstante sua obscura expulsão, destinou partes substanciais de seu precioso acervo pessoal reunido ao longo de uma vida e com duros esforços.

A jovem geração anarquista que surge em meados dos anos 1980 juntamente com a reabertura do Centro de Cultura Social de São Paulo, certamente não saberia passar sem Edgar Rodrigues. Esta geração lhe é grata pela generosidade com a qual ele sempre soube lidar com o patrimônio cultural do anarquismo e por seu trabalho incansável de resgate da história e da memória anarquista.

Edgar que se foi aos 88 anos estará sempre presente para nós por meio de suas obras, por sua tenra lembrança e por uma vida dedicada ao anarquismo.

Saúde e Anarquia!
Centro de Cultura Social”

Via A Greve

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1.º Maio

Posted in Uncategorized on Quarta-feira, 29 Abril 2009 by mescalero

maio

Cá está! Já um bocado em cima da hora mas não podia faltar a divulgação da manifestação que ameaça perturbar a lei e a ordem.

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Manifestação pelos direitos dos imigrantes

Posted in Uncategorized on Terça-feira, 10 Março 2009 by mescalero

A mesma corja em todo o lado

Posted in Uncategorized on Quinta-Feira, 5 Fevereiro 2009 by mescalero

1485

Foto: Protesto contra o BNP

Com as lutas laborais na Inglaterra a assumirem contornos nacionalistas e xenófobos, a corja fascista anda excitadíssima e a tentar tirar dividendos políticos, à sua maneira desajeitada e retorcida. O website British Wildcats, cujo slogan é “Trabalhos ingleses para trabalhadores ingleses” e que aparentava provir da luta dos trabalhadores das refinarias, foi desmascarado no blog Ministry of Truth como sendo da autoria de Simon Bennett, militante do BNP (British Nacional Party), webmaster de vários websites nacionalistas como o da “Association of British Ex-Servicemen”, também ele uma farsa, o do “Christian Council of Britain” e o próprio website nacional do BNP.

A prova surgiu através de uma pesquisa WHOIS no website do British Wildcats que deu o endereço IP  87.117.239.65 e o DNS registado em nome de copperflash.com, propriedade de Bennett.

Do lado da esquerda, as posições são maioritariamente de condenação do aproveitamento do BNP e dos slogans xenófobos. No entanto, dentro das hostes da esquerda há quem afine o discurso pelos nacionalistas. O blog slackbastard fez um apanhado das posições das diversas forças de esquerda que eu actualizei.

“Workers taking action at Britain’s power stations are fighting for jobs, decent terms and conditions and trade unionism’, Carolyn Jones has declared today on behalf of the Communist Party of Britain.” Communist Party of Britain

Stalinists and Socialist Party defend “Britons first” refinery protest

“…This is not about race or prejudice and we are actively challenging any attempt by the BNP to spread their poison. It is about the exploitation of labour, playing one worker off against another.” Respect Renewal

“hundreds of people will be protesting against the British National Party (BNP) in Liverpool. The BNP blatantly twist people’s real concerns to fit their racist agenda; the gist of their recent “protest” at a Black/Minority Ethnic recruitment fair was “Why isn’t there a jobs fair for white people?” A better question would be: where are the jobs for anyone?” Socialist Party

Blame the bosses not ‘foreign workers Socialist Workers Party

Britain: no to the nationalist strikes Workers’ Power

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[Idade Média] Vaticano reintegra 4 lefebvrianos

Posted in Uncategorized on Terça-feira, 3 Fevereiro 2009 by mescalero

Segundo o Diário Ateísta, há notícias vindas da Idade Média que merecem a nossa atenção. Quatro bispos lefebvrianos foram reintegrados na família católica por Bento 16, dando um sinal claro do quanto continua a ser reaccionária a igreja nos dias de hoje. Dois dos bispos agora reintegrados são negacionistas do holocausto nazi. A organização a que pertencem, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, frequentemente associada com a extrema-direita, foi criada como resistência às reformas do Concílio II.

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