O Ministério da Administração Interna (MAI) autorizou um reforço extraordinário do orçamento da PSP, no valor de cerca de cinco milhões de euros, para a aquisição de vário equipamento e material de ordem pública que vai ser usado na segurança da Cimeira da NATO, a 19 e 20 de Novembro. Pela pena delicodoce da reputada jornalista Valentina Marcelino.
5 milhões de euros gastos sem concurso público por ser “material crítico, de segurança”. Não foi dada a justificação da urgência porque afinal de contas a cimeira da NATO já está marcada há bastante tempo e esse argumento não seria aceite. Qual é então esse material crítico para garantir a segurança no Parque das Nações?
- seis veículos antimotim, blindados, norte-americanos, iguais aos usados no Iraque, que servem para transportar e distribuir as equipas de intervenção para as chamadas “zonas quentes” de alteração de ordem pública.
- material de segurança mais sensível (de informação e contra-informação, bloqueio de telemóveis, etc.)
- escudos, viseiras, capacetes, gás-pimenta, gás lacrimogéneo, barreiras de protecção, estruturas móveis para montar check points de controlo de acessos.
E são estes equipamentos usados para garantir a segurança contra uma grande ameaça, a saber:
- Al-Qaeda, que costuma andar em grandes grupos pela cidade de Lisboa ameaçando a ordem pública e que para isso usam telemóveis para marcar estes ajuntamentos de terroristas. Verificar a veracidade disto no DN, Ameaça da Al-Qaeda aproxima-se de Portugal.
Ah! Já me esquecia. Também dizem qualquer coisinha de uns grupos radicais cujos membros se vestem de negro, incluindo o rosto. Mas, sem confusões. Os 5 milhões são por causa da Al-Qaeda.

A Quebec Provincial Police, Canadá, a deter uns perigosíssimos manifestantes nos protestos durante a Cimeira dos Líderes Americanos em Montebello, 2007. Afinal os detidos eram agentes provocadores da polícia como se pode ver pelas botas iguais às da polícia. A evidência foi tão forte que a polícia se viu obrigada a admitir a acção.








Comentários
Companheiro,
perderam totalmente a vergonha na cara, os manutensores desta ordem miserável. Já fazem os planos e as negociatas à descarada, e é com a mesma lata que denunciam os seus objectivos: quanto a este ponto já nem precisamos de nos espantar ou preocupar em demasia.
Agora, o que penso realmente que devemos cuidar – ainda que sem sentimentos paranóicos e paralizantes – é com esta táctica de utilização de agentes provocadores pela parte das forças repressivas, essa sim deveras perigosa para os nossos «movimentos e objectivos»: cautela.
Os companheiros gregos é que já tem muita experiência na lide dessa rapaziada infiltrada…devemos aprender com os erros e não deixar que se reproduzam.
Nunca fez tanto sentido o que um dia escreveste, já não sei bem a que propósito: «o cerco vai se fechando»
Um abraço.
Concordo, claro. Precisamos mesmo de nos movimentarmos bem para conseguirmos enfrentar os próximos desafios, mas continuo sem ver capacidade e nem sequer vontade para o fazer.
abç