Não é preciso nenhum estudo para sabermos que não há condições mínimas de salubridade para se viver num sítio como este. Mas o que é um facto é que a modernidade entrou-nos pelas casas dentro enquanto a maioria andava distraída com as luzinhas dos shoppings.
O que fazer quanto a isto? Elaborar políticas ambientalmente correctas de opção por veículos menos poluentes, melhoria dos transportes públicos, redução do tráfego na cidade, etc., ou destruir o alcatrão de forma à estrada ficar intransitável e deixar crescer o verde por entre as fendas abertas? Se a primeira opção parece a mais equilibrada também é verdade que tem sido o foco das lutas ambientalistas que têm feito um perigoso jogo de compromisso que de facto nos trouxe até ao ponto em que estamos. Talvez destruir tudo também não seja a melhor opção, mas temos de começar a ponderar seriamente a possibilidade de radicalizar essas lutas e exigir muito mais de e para nós mesmos. E essa radicalização terá forçosamente que passar pela destruição de muito do que existe.








