«Compreende-se que gente dos partidos e deputados sejam, como diz a DGS, “essenciais ao normal funcionamento da sociedade”. Pode perguntar-se é como, sem padeiros que lhes façam o pão, sem motoristas que os levem ao Parlamento e às sedes, sem pessoal das águas e da electricidade que lhes garanta o banho diário, a energia para os computadores e a luz para estudar os dossiês, sem educadoras e auxiliares de infantários que lhes tomem conta dos filhos enquanto trabalham e toda a mais gente não “imprescindível” nem “essencial ao normal funcionamento da sociedade”, uns e outros poderão cumprir as suas funções.» Manuel Pina, Jornal de Notícias
Não. Não se compreende em que é que deputados e burocratas de partido possam ser essenciais à sociedade. Nem sequer é para ser compreendido. É para ser aceite.
O resto que o Manuel Pina diz é óbvio, é o tipo de coisa que até devíamos estranhar alguém achar necessário escrever num jornal. Ter uma noção clara das tarefas que são essenciais numa sociedade e das pessoas que carecem de mais protecção deveria ser um dado adquirido. É umas das coisas sem que uma sociedade funcional não pode passar.
Não é o caso, mas se realmente houvesse uma crise de saúde pública, as vacinas sempre poderiam ser confiscadas pela população e distribuídas racionalmente. Sem parasitas a passar à frente dos outros.







3 Comentários
Quinta-feira, 5 Novembro 2009 às 4:29 pm
Ao princípio ainda pensei que se tratava da outra DGS, a Direcção-Geral de Segurança!
Pois, mas para os parasitas existe sempre remédio, ou seja venenos para os matar.
Saudações do Marreta.
Quinta-feira, 5 Novembro 2009 às 9:10 pm
Metaforicamente?
Sexta-feira, 6 Novembro 2009 às 12:40 pm
Exterminá-los se preciso for, no verdadeiro sentido do termo. Existem os parasitas benignos que nada produzem porque nada podem produzir, ou seja, não têm nem as capacidades nem as ferramentas para tal. Estes não necessitam de exterminação, antes pelo contrário precisam de apoio e incentivo. Depois existem os malignos, os parasitas que tendo as ferramentas, as capacidades e as condições para produzirem em prol da comunidade e de si próprios, se dedicam a extorquir, corromper, e a perverter a sociedade com jogos de bastidores, através de compadrios e lóbis. Estes são os que necessitam de tratamento radical: reciclagem e/ou excomungação!