Tácticas para a anarquia

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«No seu livro Anarchisme et changement social, Gaetano Manfredonia faz o delineamento geral das principais tácticas usadas pelos anarquistas na sua luta. Estes pontos são uma síntese realizada por Manuel García, colaborador do portal alasbarricadas.org:

- a confrontação directa (“homens e mulheres de acção”; levantamentos camponeses e operários; luta armada na Ucrânia makhnovista, na Espanha da guerra civil, na luta contra as ditaduras militares na América Latina, …),

- o sindicalismo (intervenção não só no mundo do trabalho mas nas lutas sociais em geral, promovendo a organização horizontal dos de baixo frente à exploração e à opressão),

- a educação (propaganda, criação de escolas populares, de ateneus libertários…)

- a realização (criação no presente, aqui e agora, de espaços libertários que prefigurem a sociedade a que se aspira: cooperativas, comunidades, centros sociais, formas de relação social libertária…).

Um indivíduo, um grupo, uma organização, não têm porque se restringir a uma ou outra táctica e desprezar o resto. Pode-se usá-las simultaneamente e diria, inclusive, que o êxito da nossa acção reside em saber conjugá-las bem, dar-lhes a cada uma a importância devida e fazer uso delas na medida adequada a cada momento.

De facto, é francamente difícil prescindir de alguma das quatro patas da acção anarquista que Manfredonia enumera. Um sindicato, por exemplo, terá que fazer uso de medidas de força, distribuir propaganda pelo resto dos trabalhadores, levar a cabo tarefas de formação de militantes e procurar no funcionamento diário ser uma prefiguração da sociedade libertária.»

retirado de Ordem sem Autoridade

4 Respostas para “Tácticas para a anarquia”

  1. Vamos desenvolver isto e passar à acção.

    Abraço

  2. Penso que o mais difícil de concretizar é mesmo o últomo parágrafo…

    Saudações do Marreta.

  3. Eu acho a primeira pata muito mais complicada, nao só no aspecto prático de opor frontalmente organizacoes armadas (polícia, militares) mas também de desenvolver acoes que nao violam os nossos princípios libertários, ie organizar um forca de contornos militares mas sem hierarquias por exemplo.

    A quarta pata está mais que vista e utilizada. Até aqui, na capital do Capital, temos várias lojas livres (tudo é grátis, nao há transacao comercial), espacos sociais sem fins comerciais para concertos, festas, palestras, aulas e por aí afora. Concordo que ainda nao chegámos aonde queremos chegar mas já existe uma prática real.

  4. Mas não se passa o mesmo com a confrontação directa? Todos os dias há notícia de acções ilegais e com recurso à violência contra o aparelho estatal e capitalista em diversas partes do mundo.

    Ferroadas,

    Pergunto-me muitas vezes porque é que isso não acontece.

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