Em Poznan, a quinta maior cidade da Polónia, a Igreja Católica emitiu um panfleto religioso contendo uma mensagem claramente racista, para ser distribuído entre as crianças.
“Uma lâmpada sem azeite é escura, um humano sem oração também.” Em cima um menino negro diz: “Que pena que a oração não aclare a pele”.
Reacção da editora Gabriela Szulik:
É um erro. Não tinhamos intenção de ofender ninguém porque não somos racistas. A ideia que isto possa ter significado racista nem sequer me passa pela cabeça; simplesmente não faço associações deste tipo.
Um exemplo acabado da sonsice reinante no racismo moderno.








4 Comentários
Quarta-feira, 19 Novembro 2008 às 11:11 am
A intenção até podia não ser essa, mas o facto é que a mensagem que passa é exactamente essa. Para quem lê mais CLARO não há.
Saudações do Marreta.
Sexta-feira, 21 Novembro 2008 às 1:34 pm
DAÇÇÇE.. SE ISTO NÃO É RACISTA NÃO SEI O QUE SERÁ.. QUE VARGONHA.
FIGHT RACISM, FIGHT CAPITALIZM!
Sábado, 22 Novembro 2008 às 3:08 am
Triste, mas bem real, o racismo sobrevive ainda neste tipo de mensagens que o sistema patrocina. Porque publica, divulga e depois, então, pede desculpa, como se não fosse essa a intenção. No entanto, lá está, despudorada, a ideia. O racismo, puro e cru, justificando a descriminação e consequentemente a exploração de uma mão-de obra que se pretende barata.
Saudações alternativas
Domingo, 4 Outubro 2009 às 9:36 pm
Não acredito que pelo passado de figuras heróicas que o clero católico da Igreja Católica Romana na Polônia possa ser racista, como a conferência episcopal polonesa e seus fiéis. O catolicismo polonês foi o fator de união nacional contra invasões de suecos luteranos, russos ortodoxos e posteriormente russos comunistas e seus lacaios.
Figuras como o Cardeal Adam Sapieha, o Cardeal Stefan Wyszynski e o Papa João Paulo II são figuras heróicas da resistencia católica contra o regime comunista polones e a tirania soviética. O padre Jerzy Popieluszko é também outra importante figura, sendo morto pelos comunistas poloneses.
Uma igreja tão sofrida jamais expressaria racismo ou discriminação por já ter sentido isto na pele por séculos.