Terça-feira, 18 Novembro 2008...12:24 pm

Proselitismo religioso racista na Polónia

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poloniacat

Em Poznan, a quinta maior cidade da Polónia, a Igreja Católica emitiu um panfleto religioso contendo uma mensagem claramente racista, para ser distribuído entre as crianças.

“Uma lâmpada sem azeite é escura, um humano sem oração também.” Em cima um menino negro diz: “Que pena que a oração não aclare a pele”.

Reacção da editora Gabriela Szulik:

É um erro. Não tinhamos intenção de ofender ninguém porque não somos racistas. A ideia que isto possa ter significado racista nem sequer me passa pela cabeça; simplesmente não faço associações deste tipo.

Um exemplo acabado da sonsice reinante no racismo moderno.

Global Voices

4 Comentários

  • A intenção até podia não ser essa, mas o facto é que a mensagem que passa é exactamente essa. Para quem lê mais CLARO não há.

    Saudações do Marreta.

  • DAÇÇÇE.. SE ISTO NÃO É RACISTA NÃO SEI O QUE SERÁ.. QUE VARGONHA.
    FIGHT RACISM, FIGHT CAPITALIZM!

  • Triste, mas bem real, o racismo sobrevive ainda neste tipo de mensagens que o sistema patrocina. Porque publica, divulga e depois, então, pede desculpa, como se não fosse essa a intenção. No entanto, lá está, despudorada, a ideia. O racismo, puro e cru, justificando a descriminação e consequentemente a exploração de uma mão-de obra que se pretende barata.

    Saudações alternativas

  • Não acredito que pelo passado de figuras heróicas que o clero católico da Igreja Católica Romana na Polônia possa ser racista, como a conferência episcopal polonesa e seus fiéis. O catolicismo polonês foi o fator de união nacional contra invasões de suecos luteranos, russos ortodoxos e posteriormente russos comunistas e seus lacaios.

    Figuras como o Cardeal Adam Sapieha, o Cardeal Stefan Wyszynski e o Papa João Paulo II são figuras heróicas da resistencia católica contra o regime comunista polones e a tirania soviética. O padre Jerzy Popieluszko é também outra importante figura, sendo morto pelos comunistas poloneses.

    Uma igreja tão sofrida jamais expressaria racismo ou discriminação por já ter sentido isto na pele por séculos.


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